Nossa Senhora
da 
Medalha Milagrosa

 

Paris
Rue du Bac
França
1830

 

A vidente

Catarina Labouré nasceu em 2 de Maio de 1806 numa região do Leste da França, numa família numerosa de importantes agricultores. Órfã aos 9 anos, vai para casa de uma tia acompanhada da irmã mais nova. A mais velha, Maria Luísa, que já tinha entrado para as Irmãs da Caridade, regressa a casa por um tempo para ajudar a família.

Depois desta partir, Catarina, com 12 anos permanece com toda a responsabilidade da casa. Vai regularmente à missa e frequenta a 'Capela da Virgem' que a família Labouré mandou restaurar e fica perto da propriedade.

Com todo o trabalho que tem, arranja tempo para visitar os doentes, os pobres e começa, desde os 14 anos, a jejuar todas as sextas e sábados.

Nessa altura, teve um sonho onde se encontrava na 'Capela da Virgem' e o velho sacerdote que estava ali diz-lhe: 'Deus tem desígnios a seu respeito, não o esqueça'. Este sonho marca-a profundamente e, de certa forma, dirige todas as suas decisões daí em diante. Decide aprender a ler e a escrever pois sente que Deus será servido com isso.

Com a aprovação do pai, durante dois anos permanece num internato para jovens, perto de Chatîllon. É aqui que, na capela das Filhas da Caridade, descobre quem era o sacerdote que lhe apareceu no sonho: S. Vicente de Paulo.

Entra aos 21 anos para as Filhas da Caridade.

1ª Aparição - 18 de Julho de 1830

Na noite de 18 de Julho de 1830, véspera da festa de S. Vicente, Catarina é acordada por uma criança que lhe aparece rodeada de um halo de luz. A criança diz-lhe que Nossa Senhora está à sua espera. Segue-a em direcção à igreja aberta e iluminada por várias velas acesas. Ajoelha-se junto do altar onde está a Virgem Maria que lhe confia numerosas previsões de ordem política a religiosa.

2ª Aparição - 27 de Novembro de 1830 às 17.30

Em 27 de novembro de 1830, às 17:30 horas, durante a oração, Catarina vê no lugar do actual altar da Virgem do globo, como que dois quadros vivos, que passam em sequência.

No primeiro, a Virgem permanece de pé sobre um globo terrestre, tendo nas mãos um pequeno globo dourado. Os pés esmagam uma serpente. No segundo, saem-lhe das mãos abertas raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz:

Estes raios são o símbolo das graças que Maria alcança aos homens.

Depois, um oval em forma de medalha, desenha-se em torno da Virgem e Catarina vê inscrever-se, em meio-círculo, esta invocação, até então desconhecida:

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

a letras de ouro. A medalha volta-se e no verso Catarina vê uma cruz que tem por cima a letra M (Maria) e, em baixo dois corações, um, coroado de espinhos, outro, trespassado por uma lança. Catarina ouve então estas palavras :

Fazei cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a usarem com confiança, receberão grandes graças.

3ª Aparição - Dezembro de 1830

Durante a oração, Catarina sente de novo uma presença que vem de trás do altar. A Virgem parece decepcionada por não terem ainda cuidado em cunhar a medalha. Das mãos abertas da Virgem saem numerosos raios de luz:

Estes raios são o símbolo das graças que a Santíssima Virgem alcança para as pessoas que lhe pedem...

E é o final das aparições.

Catarina comunica ao seu confessor, Padre Aladel, o pedido da Santíssima Virgem. Finalmente, acolhe-a, embora desconfiado sempre diz-lhe para não pensar mais no assunto. O choque é muito forte.

A 30 de janeiro de 1831 termina ao noviciado e recebe o hábito. No dia seguinte, parte para o Asilo de Enghien, fundado pela família de Orléans, em Paris. Num bairro miserável, incógnita, servirá os pobres durante 46 anos.

Reconhecimento pela Igreja

O Padre Aladel fala da medalha ao superior dos Padres Lazaristas que lhe obtém uma audiência com o arcebispo de Paris, D. Quélan. Impressionado com os acontecimentos manda cunhar a medalha sem revelar esses mesmo acontecimentos em 1832.

Em 1834, a medalha é apelidada de 'milagrosa' porque realizam-se curas por seu intermédio e 'protectora'… porque protege. E é sob este aspecto de protecção que se espalha no mundo inteiro. Calcula-se que em 1839 já tinham sido feitos 10 milhões de exemplares.

A Rua du Bac torna-se um lugar de peregrinação.

A irmão Catarina Labouré morre em 31 de Dezmebro de 1876.

É canonizada em 27 de Julho de 1947 por Pio XII.

 

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